O Que É Uma Coisa?
É uma das perguntas mais antigas que o ser humano alguma vez formulou.
Mais antiga do que a física.
Mais antiga do que a filosofia como disciplina.
Mais antiga, talvez, do que a própria linguagem articulada: o que é uma coisa?
A pergunta parece óbvia.
Uma pedra é uma coisa.
Uma árvore é uma coisa.
Tu és uma coisa, ou, se preferires, uma entidade, que é uma forma mais neutra de dizer o mesmo.
Mas quando levamos esta intuição até ao limite, ela desfaz-se rapidamente.
O que faz com que a pedra seja esta pedra e não aquela?
O que faz com que a árvore continue a ser esta árvore ao longo de cinquenta anos de crescimento, quando cada célula foi substituída dezenas de vezes?
O que faz com que tu sejas tu de manhã e à noite, ao acordar e ao adormecer, aos vinte anos e aos sessenta?
Os filósofos gregos levaram esta pergunta tão a sério que alguns chegaram a conclusões radicais.
Heraclito disse que tudo muda e que a permanência é uma ilusão, não podes entrar duas vezes no mesmo rio.
Parménides disse o oposto: o ser é uno, imóvel e imutável, a mudança é uma ilusão dos sentidos.
Platão tentou reconciliar as duas posições com a teoria das formas: as coisas individuais são cópias imperfeitas de formas eternas e imutáveis.
As Teorias Informacionais propõem uma resposta diferente, mais rigorosa do que Heraclito, mais dinâmica do que Parménides, mais concreta do que Platão.
Uma coisa é definida pelo conjunto dos seus SHIs.
É a sua OID/U, a sua Ontologia Informacional Dinâmica e Universal.
“Uma coisa não é o que é feita. É o que encontrou, o que encontra, e o que pode encontrar. A identidade é história de SHIs, passados, presentes e possíveis.”
Vitor Lima — Corpus Informacional
A Pergunta por Trás da Pergunta
Antes de responder ao que é uma coisa, é útil perceber por que razão a pergunta é difícil.
O problema não é que as coisas sejam misteriosas em si mesmas, é que as coisas existem no tempo, e o tempo altera tudo.
Uma pedra parece simples: está ali, não muda, é o que é.
Mas uma pedra exposta ao vento e à chuva durante mil anos não é a mesma pedra que era no início, perdeu material, ganhou superfícies novas, foi coberta de líquen, foi partida em fragmentos.
Em que ponto deixou de ser aquela pedra e se tornou outra, ou várias outras?
Não há uma linha clara.
Uma árvore é ainda mais perturbante.
Cresce, ramifica, perde folhas, é cortada até à raiz e rebrota.
As células que a constituem são substituídas ao longo das décadas.
O seu ADN sofre mutações ligeiras em cada divisão celular.
É a mesma árvore aos dez e aos cem anos?
Intuitivamente, sim.
Mas onde está a continuidade?
O que a faz ser esta árvore?
E tu?
Os teus átomos de carbono são substituídos em semanas.
As tuas sinapses reforçam-se e enfraquecem em horas.
As tuas memórias são reescritas sempre que as reconsideras.
O teu sistema de crenças muda com a experiência.
Em que sentido és a mesma pessoa que eras há vinte anos e em que sentido és diferente?
Estas perguntas não encontram uma resposta satisfatória num quadro de ontologia materialista simples, uma ontologia que define as coisas pelos seus constituintes materiais.
As Teorias Informacionais oferecem outra via: uma coisa não é definida pelos seus constituintes, mas pelo seu perfil de SHIs.
A Fórmula da OID/U
A OID/U, Ontologia Informacional Dinâmica e Universal, é a teoria que define o que é uma entidade no quadro das Teorias Informacionais.
A sua fórmula é elegante:
Lê-se assim: a OID/U de uma entidade x é o conjunto de todos os SHIs que x realizou com qualquer y em qualquer momento t.
Em linguagem simples: uma entidade é o conjunto dos seus encontros, passados, presentes e possíveis.
Nota o ∀y e o ∀t: para todo o e para todo o .
A definição não se limita aos SHIs que x já realizou.
Inclui os SHIs que x está a realizar agora e também aqueles que poderá vir a realizar no futuro.
A identidade de uma entidade não é apenas a sua história, é também o seu horizonte de possibilidades.
Isto tem uma consequência imediata e decisiva: a identidade de uma entidade não é estática.
Não é uma propriedade que a entidade possui e conserva independentemente do que acontece.
É um processo, um conjunto que cresce e se transforma a cada novo SHI.
A identidade é dinâmica porque os SHIs são eventos no tempo, e cada novo evento acrescenta algo ao conjunto que define a entidade.
PEÇA DE LEGO OID/U — ONTOLOGIA INFORMACIONAL DINÂMICA E UNIVERSAL
A unidade ontológica básica do universo.
Uma entidade é o conjunto de todos os seus SHIs, passados, presentes e possíveis. A identidade não está nos constituintes materiais, está no perfil de encontros. Dinâmica: muda a cada SHI. Universal: aplica-se a todas as escalas da realidade.
Dinâmica: A Identidade que Muda
A primeira palavra do nome, Dinâmica, é talvez a mais importante.
Ela contraria a intuição mais profunda que temos sobre o que é uma coisa: a intuição de que as coisas são estáticas, de que têm uma essência fixa que persiste através da mudança.
A OID/U diz o contrário: a identidade de uma entidade muda a cada SHI que realiza.
Não de forma abrupta na maior parte dos casos, mas de forma real e cumulativa.
Cada encontro deixa um vestígio.
Cada interação acrescenta algo ao conjunto que define a entidade.
Pensa numa árvore.
Quando um pássaro pousa num dos seus ramos, a árvore realiza um SHI com o pássaro: o ramo flexiona ligeiramente, as células superficiais são comprimidas, há uma troca térmica mínima.
A mudança é ínfima, mas é real.
O perfil de SHIs da árvore inclui agora esse encontro.
Quando a árvore é atingida por um raio, o SHI é massivo, o tronco parte-se, a estrutura altera-se radicalmente, o perfil de SHIs futuros possíveis muda de forma profunda.
Em ambos os casos, a lógica é a mesma: a identidade da árvore é o processo acumulado dos seus SHIs.
Mas atenção: dinâmica não significa caos.
Não significa que a identidade seja imprevisível ou dissolvida em pura mudança.
Há padrões que persistem através dos SHIs, padrões suficientemente robustos para que a árvore continue a ser reconhecível como esta árvore, apesar de todos os encontros que viveu.
Esse padrão persistente é o que as Teorias Informacionais chamam de Identidade Informacional, tema do próximo capítulo.
Por agora, fica a intuição essencial: a identidade é um processo dinâmico, não uma essência imóvel.
Universal: A Mesma Estrutura em Todas as Escalas
A segunda palavra do nome, Universal, é igualmente importante.
A OID/U aplica-se a todas as escalas da realidade, sem exceção.
Não é uma teoria apenas para organismos vivos, nem apenas para objetos macroscópicos, nem apenas para entidades com identidade psicológica.
É uma teoria sobre o que é ser uma entidade, qualquer entidade, no universo informacional.
Um eletrão tem OID/U.
O conjunto dos SHIs que este eletrão específico realizou, com outros eletrões, com fotões, com campos eletromagnéticos, com o aparelho que o mediu, é o que o faz ser este eletrão neste momento e neste estado.
Dois eletrões com exatamente os mesmos números quânticos são indistinguíveis, têm OID/Us idênticas até ao momento em que realizam SHIs diferentes e as suas histórias divergem.
Uma galáxia tem OID/U.
O conjunto dos SHIs gravitacionais, eletromagnéticos e radiativos que a Via Láctea realizou ao longo de 13 mil milhões de anos define a sua identidade: a sua forma espiral, a sua massa, a posição do buraco negro supermassivo no seu centro, a distribuição das suas estrelas e nebulosas.
Nenhuma outra galáxia tem a mesma OID/U.
Uma ideia tem OID/U.
O conjunto dos SHIs que o conceito de democracia realizou ao longo de 2500 anos de história, com as práticas políticas gregas, com o pensamento iluminista, com as revoluções americana e francesa, com os movimentos pelos direitos civis, com os retrocessos autoritários do século XX, é o que faz a democracia ser o conceito que é hoje, e não o conceito que era para os atenienses do século V a.C.
PEÇA DE LEGO – UNIVERSAL
A OID/U aplica-se a todas as escalas da realidade: eletrão, átomo, molécula, célula, organismo, cultura, galáxia, universo. Em cada escala, a mesma estrutura: a identidade de uma entidade é o conjunto dos seus SHIs. A universalidade da OID/U é a universalidade do SHI, o mecanismo que governa toda a realidade informacional.
O Navio de Teseu Resolvido
O Navio de Teseu é um dos paradoxos filosóficos mais antigos e mais persistentes.
Teseu, herói ateniense, tinha um navio que os atenienses preservavam como monumento.
À medida que as tábuas apodreciam, eram substituídas por tábuas novas.
Após séculos, nenhuma tábua original restava.
Era ainda o mesmo navio?
Thomas Hobbes acrescentou uma variante: e se alguém tivesse guardado todas as tábuas velhas e construído um segundo navio com elas?
Qual seria o verdadeiro Navio de Teseu, o que tinha a continuidade física das tábuas originais, ou o que tinha a continuidade histórica e funcional?
A OID/U resolve este paradoxo com elegância.
O Navio de Teseu é definido pelo conjunto dos seus SHIs, os SHIs com o mar, com os ventos, com os marinheiros, com os olhares dos atenienses que o veneravam, com as tempestades que sobreviveu, com as reparações que sofreu.
Este perfil de SHIs não está nas tábuas individuais, está na história do navio enquanto sistema.
O navio com tábuas substituídas progressivamente tem continuidade de OID/U: os seus SHIs acumulam-se de forma ininterrupta, e o padrão persiste através da substituição dos constituintes.
O segundo navio, construído com as tábuas velhas, é um navio diferente, tem outros SHIs, outras interações, outro perfil informacional, mesmo que os seus constituintes materiais sejam os originais.
A continuidade da identidade não é a continuidade da matéria, é a continuidade do perfil de SHIs.
Este é o princípio que resolve o paradoxo.
“O Navio de Teseu não é as suas tábuas. É a história de tudo o que navegou, de tudo o que sobreviveu, de tudo o que transportou. Esse conjunto de encontros não está nas tábuas — está no padrão.”
Vitor Lima — Corpus Informacional
A OID/U e a Relatividade: Identidade sem Centro
Há uma implicação da OID/U que pode parecer desconcertante à primeira vista: a identidade de uma entidade depende, em parte, do que outras entidades fazem.
Se a OID/U de x é o conjunto de SHIs que x realiza com y, então a OID/U de x depende de quem são os y com quem x se encontra.
Muda quando x encontra y1 e não y2.
Muda quando os SHIs possíveis de x se expandem, porque x vai para um lugar novo, conhece novos sistemas, entra noutros contextos, ou se restringem, porque x fica isolado, limitado, privado de certos encontros.
Isto significa que a identidade não é uma propriedade intrínseca e absoluta de uma entidade.
É uma propriedade relacional.
A identidade emerge das relações, não as antecede.
Uma entidade não possui primeiro uma essência fixa e depois entra em relação com outras; é constituída por essas relações.
Esta visão relacional da identidade tem ressonâncias com a física da relatividade especial, onde propriedades como massa, comprimento e tempo não são absolutas, mas dependem do referencial.
E também com a filosofia budista, que há 2500 anos insiste que o self não é uma entidade substancial, mas um processo relacional, o que os budistas chamam de anatta, não-self.
Mas a OID/U não diz que a identidade é arbitrária ou que não existe.
Diz, antes, que a identidade é real e robusta, mas que é um padrão relacional, não uma substância isolada.
Como uma melodia: a melodia não está em nenhuma nota individual, mas no padrão de relações entre as notas.
Retirar uma nota muda a melodia.
Acrescentar uma nota muda a melodia.
Ainda assim, a melodia é real, tem uma identidade reconhecível que persiste através de muitas instâncias diferentes.
A Extinção Informacional: O Que É Morrer
A OID/U ilumina uma das questões mais profundas que os seres humanos alguma vez enfrentaram: o que é a morte?
O que acontece quando uma entidade deixa de existir?
No quadro da OID/U, a morte, ou mais precisamente, a extinção de uma OID/U, é a impossibilidade de realizar novos SHIs.
Não é o desaparecimento da matéria: os átomos que constituíam o ser vivo continuam a existir e a realizar SHIs.
Não é o desaparecimento da informação: a informação que estava organizada no ser vivo redistribui-se pelo ambiente.
O que termina é o padrão, o conjunto específico de SHIs possíveis que aquela OID/U particular poderia ter realizado.
Uma árvore que é cortada e transformada em lenha perde a sua OID/U de árvore: já não pode fazer fotossíntese, já não pode crescer, já não pode oferecer abrigo.
Os seus átomos continuam, realizam SHIs como fumo, como calor, como cinzas.
Mas o padrão específico que os organizava como esta árvore já não pode ser continuado.
A OID/U da árvore extinguiu-se.
Um ser humano que morre perde a sua OID/U específica: o perfil de SHIs que aquela consciência particular poderia ter realizado, as conversas que poderia ter tido, os pensamentos que poderia ter pensado, os encontros que poderia ter vivido, já não se realizará.
Os átomos continuam.
Os ecos dos SHIs passados permanecem nos sistemas que tocou: as pessoas que conheceu carregam, nas suas próprias OID/Us, os vestígios dos encontros com quem morreu.
Mas a OID/U específica, o padrão que os organizava nesta pessoa, extinguiu-se.
PEÇA DE LEGO – EXTINÇÃO INFORMACIONAL
A extinção de uma OID/U é a impossibilidade de realizar novos SHIs. Não é o fim da matéria, é o fim do padrão. Os átomos continuam; os ecos permanecem nos sistemas que tocou. O que termina é o conjunto específico de SHIs futuros possíveis que aquela entidade particular poderia ter realizado.
Esta definição de extinção tem algo de consolador e algo de perturbante, ao mesmo tempo.
Consolador: nada desaparece completamente, os ecos dos SHIs que uma entidade realizou persistem no tecido do universo, como ondas que se propagam para além da pedra que as gerou.
Perturbante: o que se perde na extinção é irreversível, aquele conjunto específico de SHIs possíveis, aquele horizonte de encontros potenciais, não pode ser recuperado.
A extinção informacional é, neste sentido, a perda mais real que existe: a perda de possibilidades que já não se realizarão.
Os Ecos dos SHIs: A Imortalidade Relacional
Se a extinção é a impossibilidade de novos SHIs, o que fica depois da extinção?
Ficam os ecos.
Cada SHI que uma entidade realiza deixa um vestígio nos sistemas com quem se encontrou.
O vestígio pode ser pequeno, a leve perturbação que um fotão causou ao eletrão que o absorveu.
Pode ser enorme, a transformação profunda que uma pessoa causa noutra num encontro decisivo.
Em qualquer caso, o vestígio é real: o sistema que realizou o SHI com a entidade extinta carrega, na sua própria OID/U, a marca desse encontro.
Este é o fundamento informacional do que normalmente chamamos legado ou memória.
Quando uma pessoa morre, os seus ecos persistem em todos os sistemas que tocou: nas pessoas que conheceu e que foram transformadas pelos seus SHIs, nos textos que escreveu e que continuam a realizar SHIs com novos leitores, nas obras que criou e que continuam a atualizar possibilidades no Pixelverse, nas crianças que gerou e que carregam, nos seus genomas e nas suas histórias, os vestígios dos SHIs com os seus pais.
Há uma forma de imortalidade inscrita na estrutura da OID/U, não a imortalidade substancial de uma alma que persiste idêntica a si mesma, mas a imortalidade relacional dos ecos que permanecem nos sistemas que foram tocados.
A questão não é se persistirás, é em que sistemas e de que forma, os teus SHIs continuarão a ecoar.
“Não morremos completamente enquanto os ecos dos nossos SHIs persistirem nos sistemas que tocámos. A imortalidade não é substância, é ressonância.”
Vitor Lima — Corpus Informacional
A OID/U e a Ecologia: Tudo Está Ligado
A visão da identidade como perfil de SHIs tem implicações profundas para a forma como entendemos a ecologia e a interdependência dos sistemas vivos.
Um ecossistema é uma rede densa de OID/Us em SHI permanente.
A floresta não é a soma das árvores, dos fungos, dos animais, dos microrganismos e dos processos abióticos, é o padrão de SHIs que ocorre entre eles.
Retirar uma espécie desse sistema não é apenas remover uma OID/U, é alterar o perfil de SHIs possíveis de todas as OID/Us que com ela estavam em relação.
A extinção de uma espécie não é apenas a perda dessa espécie, é um empobrecimento do espaço de SHIs possíveis de todo o ecossistema.
Esta perspetiva confere à biodiversidade um valor ontológico que vai além da utilidade instrumental.
Cada espécie é uma OID/U única, um perfil de SHIs que nenhuma outra entidade tem ou terá.
A sua extinção é uma perda irreversível de possibilidades informacionais: um conjunto de SHIs futuros possíveis que o universo nunca mais poderá realizar naquela configuração específica.
A ecologia profunda, a visão de que os ecossistemas têm valor intrínseco independentemente da sua utilidade para os seres humanos, encontra na OID/U um fundamento filosófico rigoroso: cada entidade viva é uma OID/U com um perfil de SHIs único, e a sua extinção é uma perda ontológica real, não apenas uma perda funcional ou estética.
O Que Fica para Levar
A OID/U responde à pergunta mais antiga da filosofia, o que é uma coisa?, com uma resposta que é ao mesmo tempo rigorosa e profundamente humana: uma coisa é o que encontrou, o que encontra, e o que pode encontrar.
A identidade não é essência, é história e horizonte.
- A OID/U define uma entidade pelo conjunto dos seus SHIs, passados, presentes e possíveis: a identidade é um processo, não uma essência;
- A OID/U é dinâmica: muda a cada SHI que a entidade realiza. Cada encontro acrescenta algo ao conjunto que define a entidade;
- A OID/U é universal: aplica-se a eletrões, árvores, galáxias, pessoas, ideias e culturas. Em todas as escalas, a mesma estrutura;
- O Navio de Teseu tem resposta: a continuidade da identidade é a continuidade do perfil de SHIs, não a continuidade dos constituintes materiais;
- A extinção informacional é a impossibilidade de novos SHIs: a perda do horizonte de encontros futuros possíveis. Os ecos dos SHIs passados persistem nos sistemas que foram tocados;
- A identidade é relacional: emerge das relações, não as antecede. Como uma melodia, real e reconhecível, mas constituída pelas relações entre as notas, não por nenhuma nota individual.
Nos próximos quatro artigos, aplicaremos a OID/U ao problema mais próximo e mais urgente: a tua própria identidade.
O que te faz ser tu?
Como é que a tua identidade persiste através do tempo e da mudança?
Como é que te distingues do ambiente?
Como é que és capaz de agir para te preservar?
E o que acontece quando essa capacidade atinge o seu grau máximo, a consciência?
A Parte seguinte começa agora.
E começa com a pergunta que, de todas as perguntas, é a mais difícil de responder com honestidade: quem és tu?

