Sociedade como Maqueta (14)
Imagina uma maqueta de uma cidade.
Não uma maqueta decorativa, uma maqueta funcional, em que cada edifício tem eletricidade, cada rua tem tráfego, cada bairro tem uma população com necessidades específicas.
Uma maqueta que representa não só a geometria da cidade, mas a dinâmica da vida que nela acontece.
Uma maqueta assim seria extraordinariamente útil: permitiria testar como a cidade responde a diferentes intervenções antes de as implementar, identificar onde os fluxos estão obstruídos, perceber que bairros estão a florescer e que bairros estão a morrer e avaliar se a cidade como um todo está a funcionar de forma saudável ou está a caminhar para o colapso.
As Teorias Informacionais propõem que uma economia é exatamente uma maqueta deste tipo, não uma representação de uma cidade, mas a própria organização da vida coletiva de uma comunidade.
Uma AII colectiva: uma Identidade Informacional Activa de ordem superior que emerge das interações entre os seus membros e que tem saúde ou doença, robustez ou fragilidade, florescimento ou declínio, tal como qualquer sistema vivo.
E tal como qualquer sistema vivo, a sua saúde não se mede apenas por um indicador, mede-se por um conjunto de dimensões que capturam a sua capacidade de se manter coerente, de se adaptar e de criar condições para o florescimento dos seus membros.
“Uma economia não é uma máquina de produzir riqueza. É um sistema vivo de
relações, uma AII coletiva que floresce quando os seus SHIs são ricos e
distribuídos e adoece quando são pobres e concentrados.”
Vitor Lima – Corpus Informacional
O Problema do PIB: Medir o Que É Fácil, Ignorar o Que Importa
O Produto Interno Bruto, o PIB, é a medida económica mais utilizada no mundo.
É calculado em quase todos os países, publicado trimestralmente, comentado diariamente nos noticiários e usado como critério principal para avaliar o desempenho económico de governos, de países e de regiões.
O PIB mede o valor monetário de todos os bens e serviços produzidos numa economia num dado período.
É uma medida simples, consistente e comparável e por isso se tornou o indicador dominante.
Mas tem um problema fundamental: mede o que é fácil de medir, ignorando o que é difícil de medir mas que mais importa para o bem-estar real das populações.
O PIB cresce quando há um desastre natural que exige reconstrução, porque a reconstrução gera atividade económica, mesmo que a comunidade esteja mais pobre do que antes do desastre.
O PIB cresce quando a criminalidade aumenta, porque os serviços de segurança privada e as prisões são contabilizados.
O PIB não mede a distribuição da riqueza, uma economia em que uma pessoa tem tudo e o resto não tem nada pode ter o mesmo PIB que uma economia em que a riqueza é distribuída equitativamente.
Robert Kennedy, num discurso de 1968, disse que o PIB mede tudo menos o que torna a vida digna de ser vivida.
A frase ficou famosa, mas a alternativa ainda não foi completamente desenvolvida.
A Economia Holística é uma proposta nessa direcção.
A Sociedade como AII Coletiva
Antes de propor indicadores alternativos, é preciso mudar o quadro conceptual.
A Economia Holística não é simplesmente uma lista de indicadores adicionais ao PIB, é uma teoria diferente sobre o que uma economia é e para que existe.
Uma sociedade, no quadro das Teorias Informacionais, é uma AII coletiva: um sistema de Identidade Informacional Activa que emerge das interações entre os seus membros e que tem propriedades que nenhum membro individual tem.
A língua comum é uma propriedade da AII coletiva, não de nenhum falante individual.
As instituições, o sistema judicial, o sistema de saúde, as universidades, os mercados, são estruturas da AII coletiva.
A cultura partilhada, os valores comuns, a memória histórica coletiva, são dimensões da Identidade Informacional da comunidade.
Como qualquer AII, a AII coletiva tem um LRA, a fronteira que distingue a comunidade do seu exterior: as leis de nacionalidade, as fronteiras geográficas, os valores que definem pertença.
Tem um Γ(t), o fluxo de processamento coletivo: os processos deliberativos, os meios de comunicação, os sistemas de educação que processam a informação da comunidade ao longo do tempo.
E tem um ε(env), a função de resposta ao ambiente: as políticas públicas, as estratégias económicas, as respostas às crises.
A saúde de uma economia, neste quadro, é a saúde da AII coletiva: a capacidade do sistema de manter a sua coerência identitária (Φ alto), de processar informação de forma eficiente e justa (Γ(t) funcional) e de responder ao ambiente de forma adaptativa (ε(env) robusto).
PEÇA DE LEGO – SOCIEDADE COMO AII COLETIVA
Uma sociedade é uma Identidade Informacional Ativa de ordem superior que emerge das
interações entre os seus membros. Tem LRA (fronteira e identidade coletiva), Γ(t) (processos
deliberativos e educativos) e ε(env) (políticas e respostas ao ambiente). A saúde da economia é a
saúde desta AII, não o volume de transações monetárias.
Os Índices da Economia Holística
A Economia Holística propõe um conjunto de índices que capturam dimensões da saúde da AII coletiva que o PIB ignora.
Não em substituição total do PIB, em complemento, formando um quadro mais completo de avaliação do desempenho de uma sociedade.
HEI: Índice de Economia Holística
O índice sintético que agrega as múltiplas dimensões da saúde da AII coletiva.
O HEI não é uma simples média, é uma função que pesa diferentes dimensões em função da sua importância para a coerência e a vitalidade do sistema.
Um HEI alto indica uma sociedade em que o sistema como um todo é robusto: os SHIs entre os seus membros são ricos e diversificados, a informação circula de forma funcional e a identidade coletiva é suficientemente forte para integrar a diversidade sem se fragmentar.
HGDP: Produto Interno Holístico
A alternativa informacional ao PIB.
Em vez de medir o valor monetário de todas as transações, o HGDP mede o valor dos SHIs significativos realizados numa economia: os encontros que geram aprendizagem, os intercâmbios que criam relações duradouras, as atividades que produzem bem-estar genuíno e não apenas riqueza monetária.
Um professor que inspira um aluno realiza um SHI de alto valor para o HGDP, mesmo que o seu salário seja modesto.
Um empresário que polui o ambiente realiza SHIs de alto valor para o PIB, mas de valor negativo para o HGDP, quando os custos externos são contabilizados.
IDAS: Índice de Distribuição e Acesso Social
A medida da equidade informacional da economia: o grau em que os SHIs ricos e significativos são acessíveis a todos os membros da comunidade e não apenas a uma elite.
Uma economia com IDAS alto é uma economia em que o acesso à educação, à saúde, à cultura, às redes de relações significativas e às oportunidades de desenvolvimento é distribuído de forma razoavelmente equitativa.
Uma economia com IDAS baixo é uma economia em que a riqueza dos SHIs está concentrada, em que alguns membros têm acesso a encontros ricos e transformadores enquanto outros estão confinados a SHIs empobrecidos e repetitivos.
PEÇA DE LEGO – OS TRÊS ÍNDICES DA ECONOMIA HOLÍSTICA
HEI – Índice de Economia Holística: saúde informacional agregada da AII coletiva. HGDP – Produto Interno Holístico: valor dos SHIs significativos realizados (vs. volume de transações monetárias). IDAS – Índice de Distribuição e Acesso Social: equidade no acesso aos SHIs ricos. Em conjunto, medem o que o PIB não mede: a saúde real do sistema coletivo.
O SHI Económico: Além da Transação
A Economia Holística propõe uma redefinição do que conta como atividade económica relevante.
A economia convencional foca-se nas transacções monetárias: compras, vendas, salários, lucros.
A Economia Holística foca-se nos SHIs, nos encontros entre agentes que produzem transformação mútua e co-constituição de algo novo.
Nem todas as transacções monetárias são SHIs ricos.
Uma transacção financeira de alta frequência, a compra e venda de um título em milissegundos por um algoritmo, gera valor monetário mas realiza um SHI informacionalmente pobre: não há transformação mútua dos agentes, não há co-constituição de algo novo, não há enriquecimento do sistema como um todo.
Por outro lado, há SHIs de alto valor que não geram transacção monetária nenhuma: a conversa entre um avô e um neto que transmite sabedoria e fortalece uma relação intergeracional; o voluntário que ajuda um refugiado a aprender a língua do país; o artista que cria uma obra que transforma a perceção de quem a vê.
Estes SHIs são invisíveis para o PIB, mas são o tecido de que a saúde da AII coletiva é feita.
A Economia Holística propõe que as políticas económicas devem ser avaliadas não só pelo seu impacto no volume de transações monetárias, mas pelo seu impacto na riqueza e na distribuição dos SHIs na comunidade.
Uma política que aumenta o PIB mas empobrece os SHIs interpessoais, que incentiva a produtividade à custa das relações, que substitui o cuidado humano por serviços automatizados, que concentra a riqueza económica enquanto empobrece a riqueza relacional, é uma política que prejudica a saúde da AII coletiva, mesmo que melhore os indicadores convencionais.
O Colonialismo Digital como Patologia do LRA Coletivo
Em artigo anterior, explorámos as patologias do LRA, as formas como a fronteira que define a identidade pode falhar.
No domínio coletivo, a patologia do LRA mais relevante e mais urgente do nosso tempo é o colonialismo digital.
O colonialismo digital é a situação em que o LRA informacional de uma comunidade é capturado ou suprimido por agentes externos, tipicamente plataformas tecnológicas com poder de mercado suficiente para controlar os fluxos de informação que atravessam o espaço público.
Quando uma plataforma de redes sociais decide, através dos seus algoritmos, que tipo de conteúdo é amplificado e que tipo é suprimido no espaço público de uma comunidade, está a exercer influência sobre o Γ(t) da AII coletiva dessa comunidade: está a decidir, em parte, que informação é processada, com que ênfase, e com que enquadramento.
Quando uma plataforma de comércio eletrónico domina o mercado de tal forma que as PME locais não conseguem competir, está a capturar o ε(env) da AII coletiva: a capacidade de resposta económica da comunidade fica dependente das decisões de um agente externo.
O colonialismo digital não é necessariamente intencional, pode ser o resultado não planificado de dinâmicas de mercado em que os efeitos de rede favorecem a concentração.
Mas os seus efeitos sobre a identidade coletiva são reais: a comunidade colonizada perde progressivamente a capacidade de gerar, filtrar e processar a sua própria informação de forma autónoma.
O seu LRA coletivo é capturado.
PEÇA DE LEGO – COLONIALISMO DIGITAL
A captura do LRA informacional de uma comunidade por plataformas tecnológicas com poder
de mercado. Manifesta-se no controlo dos fluxos de informação do espaço público (Γ(t)), na
dependência económica de agentes externos (ε(env)), e na erosão da capacidade de auto-
determinação informacional da comunidade. A saúde da AII colectiva exige um LRA robusto e
autónomo.
A Geopolítica Digital: Soberania como AII
A Economia Holística tem uma dimensão geopolítica que é inseparável da sua dimensão económica: a questão da soberania digital.
A soberania, no quadro das Teorias Informacionais, é a capacidade de uma comunidade de manter um LRA coletivo robusto, de controlar os fluxos de informação que atravessam as suas fronteiras, de regular os sistemas que processam a informação dos seus cidadãos e de preservar a sua capacidade de auto-determinação informacional face a poderes externos.
A soberania digital não é um conceito novo, os Estados têm regulado os fluxos de informação através das suas fronteiras desde que existem fronteiras e fluxos de informação.
O que é novo é a escala, a velocidade e a sofisticação dos fluxos de informação digital e o grau em que esses fluxos são controlados por entidades privadas com poder que rivaliza ou supera o de muitos Estados.
No quadro da Economia Holística, a soberania digital é uma condição necessária para a saúde da AII coletiva: uma comunidade que não controla o seu espaço informacional não pode manter a coerência da sua identidade coletiva, não pode processar a sua própria experiência coletiva de forma autónoma e não pode responder ao ambiente de forma que reflita os seus próprios valores e prioridades.
Isto não é um argumento pelo fechamento, pelo isolamento informacional que seria a patologia oposta.
É um argumento pelo equilíbrio: um LRA colectivo robusto que permite à comunidade ser suficientemente aberta para aprender com o exterior e suficientemente autónoma para preservar a sua identidade.
O mesmo equilíbrio que, ao nível individual, separa a empatia saudável da dissolução do self.
O Trabalho como SHI: Uma Redefinição
A Economia Holística propõe uma redefinição do trabalho que vai além da definição convencional, o trabalho como troca de tempo e esforço por remuneração.
No quadro informacional, o trabalho é um SHI: é o encontro entre um agente e um sistema (um material, um problema, outra pessoa, uma ideia) que produz transformação mútua e co-constitui algo novo.
O trabalho tem valor não só pelo output que produz, mas pela riqueza do SHI que realiza.
Um trabalho de alto valor informacional é aquele em que o trabalhador se transforma através do trabalho, em que aprende, em que desenvolve competências, em que realiza encontros significativos com outros agentes.
É aquele em que o SHI entre o trabalhador e o sistema de trabalho tem Φ alto, em que a experiência de trabalhar transforma quem trabalha de forma enriquecedora.
Um trabalho de baixo valor informacional é aquele em que o trabalhador não se transforma, em que realiza as mesmas operações repetidamente sem aprendizagem, sem desenvolvimento, sem encontros significativos.
É aquele em que o SHI tem Φ próximo de zero para o trabalhador, em que a experiência de trabalhar não o enriquece, apenas o desgasta.
A Economia Holística propõe que as políticas de emprego devem ser avaliadas não só pelo número de empregos criados, mas pela riqueza informacional dos SHIs que esses empregos proporcionam.
Um emprego que paga bem mas que empobrece informativamente quem o realiza, que desgasta, que robotiza, que isola, é um emprego de baixo valor holístico.
Um emprego que paga modestamente mas que enriquece informativamente, que desenvolve, que conecta, que dá sentido, é um emprego de alto valor holístico.
“O trabalho digno não é apenas o trabalho que alimenta, é o trabalho que
transforma. O SHI que enriquece quem o realiza, que o aproxima dos outros, que
o conecta a algo maior do que si próprio.”
Vitor Lima – Corpus Informacional
A Desigualdade como Empobrecimento Informacional
A desigualdade económica é frequentemente discutida em termos de distribuição de riqueza monetária.
A Economia Holística acrescenta uma dimensão que a análise convencional frequentemente negligencia: a desigualdade como empobrecimento informacional.
A riqueza monetária concentrada implica, no mundo actual, muito mais do que acesso a bens materiais.
Implica acesso diferencial a SHIs ricos: as melhores escolas (que oferecem encontros com professores excelentes e com pares estimulantes), as melhores redes de contactos (que oferecem encontros com pessoas com poder e influência), as melhores experiências culturais (que oferecem encontros com obras e ideias transformadoras), o melhor acesso à saúde (que permite manter a capacidade de realizar SHIs ao longo de mais anos e com mais qualidade).
A desigualdade de acesso a SHIs ricos é auto-reforçante: quem tem mais acesso a SHIs ricos desenvolve mais rapidamente a sua Identidade Informacional, o que lhe dá acesso a ainda mais SHIs ricos.
O ciclo é o oposto da igualdade de oportunidades, é a concentração progressiva da riqueza informacional nas mãos de quem já a tem.
O IDAS, o Índice de Distribuição e Acesso Social, captura exatamente esta dimensão: não só a distribuição da riqueza monetária, mas a distribuição da riqueza dos SHIs.
Uma sociedade com IDAS alto é uma sociedade em que todos os membros têm acesso razoável a SHIs ricos e transformadores, independentemente do seu ponto de partida.
Uma sociedade com IDAS baixo é uma sociedade em que os SHIs ricos são reservados a uma elite e em que a mobilidade informacional é tão limitada quanto a mobilidade económica convencional.
Economia Holística e Bem-Estar: Para Além do GDP
Há um movimento crescente na economia e nas políticas públicas que aponta na direção da Economia Holística: o movimento do bem-estar como objetivo de política pública, em substituição do crescimento económico como fim em si mesmo.
A Nova Zelândia, sob a liderança de Jacinda Ardern, foi pioneira em 2019 ao apresentar o primeiro Orçamento do Bem-Estar: um orçamento nacional organizado em torno de objetivos de bem-estar, saúde mental, redução da pobreza infantil, bem-estar das populações indígenas, transição para uma economia de baixo carbono, em vez de objetivos de crescimento do PIB.
O Butão tem medido o Produto Nacional Bruto da Felicidade há décadas.
A OCDE desenvolveu o seu Better Life Index para capturar dimensões do bem-estar que o PIB ignora.
Estes movimentos convergem com a Economia Holística numa intuição fundamental: o objectivo de uma economia não é maximizar o volume de transações monetárias, é maximizar o florescimento das pessoas e das comunidades que a constituem.
E o florescimento não se mede em dinheiro, mede-se na riqueza, na diversidade e na equidade dos SHIs que a economia proporciona.
A Economia Holística acrescenta a estes movimentos um fundamento teórico rigoroso: a teoria da AII coletiva, o quadro do SHI como unidade de valor económico real e o conjunto de índices que permitem operacionalizar estes conceitos de forma mensurável e comparável.
O Que Fica para Levar
A Economia Holística é a aplicação do Corpus Informacional à organização coletiva, a consequência prática e urgente de tudo o que construímos nos capítulos anteriores.
Uma economia não é uma máquina de produzir riqueza, é um sistema vivo de relações que floresce ou adoece conforme a qualidade e a distribuição dos seus SHIs.
- A sociedade é uma AII colectiva: uma Identidade Informacional Activa que emerge das
interacções entre os seus membros e que tem saúde ou doença, robustez ou fragilidade; - O PIB mede o que é fácil de medir, ignorando o que mais importa para o bem-estar real. A
Economia Holística propõe o HEI, o HGDP e o IDAS como complementos que capturam a
saúde informacional da AII colectiva; - O SHI económico vai além da transacção monetária: o valor económico real é o valor dos
encontros transformadores, dos SHIs ricos que enriquecem os seus participantes e co-constituem algo novo; - O colonialismo digital é a patologia do LRA colectivo do nosso tempo: a captura do espaço
informacional de uma comunidade por plataformas com poder de mercado que controlam os
seus fluxos de informação; - A soberania digital é uma condição necessária para a saúde da AII colectiva: a capacidade de
uma comunidade de controlar o seu espaço informacional de forma autónoma, sem fechamento mas sem colonização; - A desigualdade é empobrecimento informacional: o acesso diferencial a SHIs ricos é auto-reforçante e é a dimensão mais profunda da desigualdade, mais difícil de medir, mas mais consequente para o florescimento;
- O trabalho holístico é o trabalho como SHI transformador: não apenas o que produz output, mas o que enriquece quem o realiza, que desenvolve, que conecta, que dá sentido.
Com este artigo, completamos o corpo principal da minha investigação.
No próximo artigo exploraremos em forma de epílogo, não uma conclusão que fecha, mas uma abertura que convida.
A caixa de Lego do universo não tem fundo.
Há sempre mais peças.
Há sempre mais encaixes possíveis.
E agora tens, nas mãos, as peças mais importantes.

