Olfactverse: Universo Finito de Aromas
Quando um perfumista apresenta uma nova fragrância ao mundo, acreditamos estar perante um ato de criação genuína.
Quando um perfumista apresenta uma nova fragrância ao mundo, acreditamos estar perante um ato de criação genuína.
Quando um chef celebrado apresenta um “novo” prato, celebramos a sua “criatividade”. Quando um sommelier descobre uma combinação “inovadora” de vinhos e queijos, aplaudimos a sua “invenção”. Mas e se toda esta linguagem de criação for, fundamentalmente, uma ilusão?
Imagine que fecha os olhos e passa a mão sobre uma superfície. Sente rugosidade, temperatura, textura. Mas será que essa sensação foi criada no momento em que tocou?
A velha questão “prevenir ou curar?” parece, à primeira vista, simples e moralmente resolvida — prevenir é melhor do que remediar.
Jorge Luis Borges imaginou, no seu conto “A Biblioteca de Babel”, uma biblioteca que conteria todos os livros possíveis. Não apenas os que foram escritos, mas todos os que poderiam algum dia vir a ser escritos.
O mito mais duradouro da civilização humana é o da criação ex nihilo—a crença de que nós, como artistas, cientistas e inovadores, conjuramos a novidade a partir de uma folha em branco. Este mito não é apenas filosoficamente falho, mas está agora científica e tecnologicamente obsoleto.
A Teoria da Revelação postula que a criação é uma ilusão. O universo, sendo um sistema finito e combinatório, contém todas as combinações possíveis – o Omniverso – e a nossa função é a de reveladores que trazem essas combinações preexistentes à manifestação. O Pixelverse, o universo finito de todas…
O debate sobre a natureza fundamental da realidade, se contínua ou discreta, é um pilar da filosofia e da física. Este artigo explora a convergência entre o fenómeno científico do Tunelamento Quântico e a estrutura conceptual do Pixelverse e Visualverse.
No meu trabalho sobre a Teoria da Revelação, introduzi o Pixelverse – o universo finito de todas as imagens digitais possíveis – como a prova matemática mais pura do princípio combinatório.
O sociólogo uruguaio Eduardo Galeano, reconhecido pela sua crítica incisiva às estruturas sociais e políticas, introduziu o conceito de Cultura da Embalagem para descrever uma sociedade contemporânea progressivamente orientada pela representatividade e pela aparência.