Informational Theory of Everything
O Pixelverse e a Acessibilidade Informacional do Passado
Este artigo propõe uma abordagem cosmológica baseada no conceito de pixelverse, entendido como uma estrutura discreta e informacional do universo, na qual o espaço-tempo emerge de estados informacionais mínimos. Defende-se que, se a realidade física for ontologicamente informacional e se a informação for conservada, então o passado não é ontologicamente extinto, permanecendo codificado na estrutura informacional do cosmos. A partir desta tese, analisa-se a possibilidade de acesso digital ao passado, distinguindo rigorosamente reconstrução informacional, simulação e identidade histórica. O modelo é articulado com três quadros teóricos complementares, Teoria da Revelação Digital (TRD), Teoria Informacional de Tudo (TIT) e Ontologia Informacional Digital (DOI) e confrontado com limites físicos, epistemológicos e computacionais. Argumenta-se que o passado pode ser reconstruído e re-materializado como nova instância informacional, mas não recuperado enquanto evento historicamente idêntico. Cosmologia Informacional, Reversibilidade Ontológica e Limites da Identidade Histórica A ontologia do passado constitui um problema central na intersecção entre cosmologia, física fundamental e filosofia da ciência. Na abordagem clássica, o passado é causalmente necessário, mas ontologicamente inexistente: deixou de ser e apenas subsiste enquanto inferência indirecta a partir de vestígios presentes. No entanto, o desenvolvimento da física da informação, da computação quântica e de modelos informacionais da gravidade tem vindo a desafiar esta concepção. Ideias como “it from bit”, propostas por John Archibald Wheeler, a interpretação do universo como computador quântico por Seth Lloyd, ou a leitura informacional da realidade defendida por Vlatko Vedral, convergem numa tese comum: a informação não é apenas descritiva da realidade, mas estruturalmente constitutiva. Neste contexto, o presente trabalho propõe…

