Hipótese Emergentista Informacional da Consciência
A Amnésia Infantil como Colapso Informacional
A amnésia infantil, a incapacidade dos adultos de recuperar memórias episódicas dos primeiros dois a três anos de vida, tem sido estudada pela psicologia cognitiva e neurociência como fenómeno de maturação hipocampal e de aquisição linguística. O presente artigo propõe uma leitura radicalmente distinta: a amnésia infantil não é uma falha do sistema mnésico, mas um estado de acoplamento informacional diferenciado, no qual o organismo processa informação sem ainda dispor das estruturas de Identidade Informacional (II) necessárias à revelação simbólica estável. À luz da Teoria da Revelação Digital (TRD), da Teoria Informacional de Tudo (TIT) e da Hipótese Emergencia Informacional da Consciência (HEIC), argumenta-se que a experiência da primeira infância é informacionalmente densa mas referencialmente inacoplada, isto é, o campo experiencial existe e transforma o organismo, mas não gera traços recuperáveis porque o operador de Revelação ainda não atingiu a sua configuração simbólica mínima. A amnésia infantil confirma, portanto, a distinção informacional entre informação latente (processada mas não revelada) e informação manifesta (processada e referencialmente codificada). O artigo examina ainda as implicações deste quadro para a Ontologia Informacional Dinâmica Universal (OID/U) e para a conceção do self informacional como processo de emergência diferida. Palavras-chave: amnésia infantil, Teoria da Revelação Digital, identidade informacional, memória episódica, HEIC, acoplamento informacional, consciência emergente Abstract Childhood amnesia, the inability of adults to retrieve episodic memories from the first two to three years of life, has been studied by cognitive psychology and neuroscience as a phenomenon of hippocampal maturation and language acquisition. This article proposes a radically distinct reading: childhood amnesia is…

