Defesa Ontológica do Corpus Informacional
A defesa metodológica marca a passagem do Corpus Informacional de arquitetura conceptual para programa de investigação. Nessa passagem, a teoria deixa de funcionar apenas como visão abrangente do real e assume a forma de um quadro operativo para identificar, modelar, comparar e testar padrões informacionais em diferentes domínios. Ou seja: deixa de ser apenas uma visão e torna‑se um método. Aqui, a pergunta central é como investigar, testar, validar, expandir e operacionalizar o Corpus Informacional? E a resposta é clara: criando uma metodologia informacional integrada que atravessa ciência, filosofia, tecnologia e humanidades. O Corpus Informacional propõe um método transdisciplinar que estuda o real através da identificação, modelação, compressão, comparação e transformação de padrões informacionais. O método consiste numa investigação de segunda ordem: estudar como a informação se organiza, se transforma e produz efeitos em sistemas físicos, biológicos, cognitivos e sociais (o método é informação sobre informação). 1. O ponto de partida: o real como padrão informacional Se o universo, a vida, a mente, a cultura e a sociedade são sistemas informacionais, então o método deve: identificar padrões, medir padrões, comparar padrões, modelar padrões, prever padrões. O Corpus Informacional transforma a investigação numa ciência dos padrões. 2. A metodologia é transdisciplinar por natureza O Corpus Informacional não cabe numa disciplina. Ele exige: física (informação física), matemática (estrutura), biologia (organização), neurociência (processamento), psicologia (interpretação), filosofia (fundamento), antropologia (transmissão), sociologia (ecossistemas), política (fluxos), ética (integridade), estética (ressonância). O método é transdisciplinar, não interdisciplinar. Interdisciplinar = diálogo entre disciplinas. Transdisciplinar = ultrapassar fronteiras disciplinares. 3. A investigação começa pela modelação…
