O Corpus Informacional face às Emoções e Manifestações Biológicas
O Corpus Informacional (CI) é um sistema teórico que postula a informação como substrato ontológico universal, anterior à matéria, à energia e à consciência. Uma objeção recorrente dirige-se ao seu âmbito: será que um quadro informacional consegue dar conta de realidades tão encarnadas, subjetivas e biologicamente enraizadas como as emoções, a dor, o medo, o prazer ou o amor? Este artigo responde a esse desafio de forma directa. Argumentamos que o CI não apenas resiste a esta objeção como a dissolve: as manifestações que se consideram exclusivamente humanas ou biológicas são precisamente os domínios onde a arquitetura do Corpus, com as suas categorias de Estabilidade Passiva (EP) e Estabilidade Ativa (EA), os protocolos de acoplamento informacional (TPAI), o campo informacional de contexto (CIC) e a Hipótese Emergencial Informacional da Consciência (HEIC), demonstra maior poder explicativo. O artigo apresenta a formalização informacional de seis manifestações biológicas nucleares, antecipa as principais objeções céticas e estabelece um conjunto de critérios de falsibilidade rigorosamente delimitados. Palavras-chave: Corpus Informacional; emoções; biologia informacional; HEIC; TPAI; OIC/U; falsibilidade; ontologia da informação; consciência afetiva. 1. Introdução: O Desafio Biológico ao Paradigma Informacional Quando se apresenta ao público científico a tese de que “tudo é informação”, conforme sustentado pela Teoria Informacional de Tudo (TIT) do Corpus Informacional, a resistência mais imediata não provém da física nem da biologia molecular, mas de um território aparentemente mais simples: a experiência afetiva. “Como pode um sistema de equações informacionais explicar o que sinto quando choro de alegria?” é uma formulação legítima e filosoficamente séria. Ela toca, simultaneamente, no…

