Reducionismo Físico, Emergência de Sentido e o Corpus Informacional
Este artigo analisa um diálogo público entre o físico Brian Greene e o crítico cultural Leon Wieseltier, integrado na programação do Nexus Institute dedicada às relações entre ciência, transcendência, materialismo e futuro da civilização ocidental. As figuras de Friedrich Nietzsche e Vincent van Gogh são aqui consideradas referências simbólicas e interpretativas, e não participantes efetivos do diálogo. O objetivo não é reconstruir exaustivamente as posições dos intervenientes, mas examinar o modo como o confronto articula fisicalismo, emergência do sentido, transcendência e valor. Para esse efeito, aplica-se uma grelha tripartida, confirmação, rejeição e complementaridade, ao quadro teórico do Corpus Informacional, com especial atenção à Hipótese Emergencial Informacional da Consciência (HEIC), à Hipótese da Porta Relacional (HPR), à Ontologia Informacional Dinâmica Universal (OID/U) e ao Postulado de Blindagem Ontológica (PBO). Sustenta-se que o Corpus pode aceitar a crítica à ideia de uma teleologia cósmica pré-inscrita nas leis físicas, mas rejeita a redução do sentido, da consciência e da agência a meras ilusões narrativas. Propõe-se, em alternativa, a Relação informacional como categoria teórica intermédia entre o substrato físico e uma transcendência metafísica concebida como exterior a qualquer explicação naturalista. Conclui-se que esta proposta possui valor heurístico, mas que o seu estatuto filosófico depende ainda da definição dos conceitos fundamentais, da explicitação das condições de testabilidade e do confronto sistemático com teorias contemporâneas da emergência, da consciência e do fisicalismo não redutivo. Palavras-chave: Corpus Informacional; HEIC; HPR; OID/U; PBO; emergência; fisicalismo; relação informacional; consciência; Brian Greene; Leon Wieseltier; Nexus Institute. 1. Introdução: o contexto do diálogo Nexus O Nexus Institute…

