Vida sem Cérebro e o Limiar Mínimo de Processamento no TAC
O Triângulo de Acoplamento Cognitivo (TAC) postula que toda a vida consciente é governada por três tensões primitivas, Conservação, Propagação e Integridade, operando sobre um Campo Informacional de Contexto (CIC) através de operadores de acoplamento Shake Hand Informacional (SHI). A observação de que existem formas de vida sem cérebro, plantas, fungos, bactérias, que apresentam inequivocamente os três comportamentos correspondentes a estas tensões coloca uma questão de falsificabilidade de primeira ordem: o TAC é uma teoria de toda a vida ou apenas da vida consciente? O presente artigo argumenta que esta observação não falsifica o TAC mas expõe uma tensão estrutural não resolvida: a geometria trilateral parece universal, mas o vocabulário informacional do modelo (CIC, SHI, operador R) pressupõe um limiar mínimo de processamento que organismos acéfalos não atingem, ou atingem de forma radicalmente diferente. Propõe-se a distinção formal entre TAC Geométrico (as três tensões como invariante biológica universal) e TAC Informacional (o aparato conceptual completo, CIC, SHI, R, Anomalias, aplicável apenas acima do Limiar Mínimo de Processamento). Esta distinção resolve a tensão estrutural, delimita o domínio de validade do modelo e abre um programa de investigação sobre o limiar como fronteira teórica. Palavras-chave: limiar mínimo de processamento; TAC geométrico; TAC informacional; vida sem cérebro; plantas; fungos; bactérias; falsificabilidade; CIC; operador R; inteligência distribuída. A OBJEÇÃO, VIDA SEM CÉREBRO Existe uma classe de organismos que desafia silenciosamente qualquer teoria motivacional baseada em processamento centralizado de informação: os seres vivos sem sistema nervoso. Plantas, fungos, bactérias, arqueas, protistas, organismos que constituem a esmagadora maioria da biomassa terrestre e…

