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Se quisermos pensar no futuro da educação de forma honesta, não podemos continuar a desenhar escolas apenas para a média.
Se quisermos pensar no futuro da educação de forma honesta, não podemos continuar a desenhar escolas apenas para a média.
José Ortega y Gasset, no seu célebre A Rebelião das Massas (1930), descreveu uma figura arquetípica do século XX: o homem-massa.
A história da modernidade digital é também a história da progressiva invasão e mercantilização da vida privada. Com as primeiras redes sociais, assistimos à transformação do quotidiano em mercadoria; cada fotografia partilhada, cada “like” dado e cada comentário publicado alimentava um mercado invisível de dados pessoais que, por sua vez, sustentava um modelo económico baseado na vigilância.
Imagine um futuro próximo em que a linha entre o vivo e o imortal se torna ténue, quase indistinguível.
A humanidade sempre se definiu pela tensão entre o que é e o que deseja ser. As narrativas religiosas, especialmente as de matriz judaico-cristã, projetaram esse desejo no mito do Jardim do Éden: um espaço de plenitude, abundância e eternidade do qual fomos expulsos.
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre o papel contemporâneo da academia e a sua relação, por vezes disfuncional, com a sociedade.
Vivemos numa era em que governos, partidos e líderes políticos são pressionados a apresentar respostas rápidas para problemas sociais complexos. Em vez de soluções estruturais e demoradas, assistimos muitas vezes à adoção de medidas tecnológicas apresentadas como se fossem “respostas definitivas”.
Vivemos na era da instantaneidade. O que antes levava dias, semanas ou até meses para ser analisado e ajustado, hoje ocorre em tempo real.
A economia tem sido moldada por diferentes formas de capital ao longo da história. Desde o capital físico (máquinas, terras e infraestrutura) da Revolução Industrial até ao capital humano enfatizado no século XX, cada avanço tecnológico redefiniu o que é valioso e produtivo.
A “mão invisível” de Adam Smith, metáfora central da sua teoria económica, pressupunha que os mercados poderiam autorregular-se por meio das interações descentralizadas de agentes económicos individuais, guiados por interesses próprios.