Hipótese Emergentista Informacional da Consciência
A Homeostase Sináptica do Sono à luz do Corpus Informacional
Este artigo examina, sob o método lakatosiano de confirmação, rejeição e complementaridade que estrutura o programa de investigação do Corpus Informacional, o corpo de evidência neurocientífica relativo à poda sináptica (synaptic pruning) e à hipótese de homeostase sináptica do sono, associada de forma clássica aos trabalhos de Giulio Tononi e Chiara Cirelli (synaptic homeostasis hypothesis, SHY). Analisa-se em que medida este fenómeno biológico se relaciona com três núcleos teóricos do Corpus: a Hipótese Emergencial Informacional da Consciência (HEIC, C = f(D,I,R)), o par conceptual Estabilidade Ativa / Estabilidade Passiva próprio da Ontologia Informacional Dinâmica Universal (OID/U), e a Transição Informacional Ativa (TIA). Defende-se que a evidência oferece uma complementaridade robusta e uma confirmação estrutural parcial das intuições arquiteturais do Corpus, mas não constitui prova da fórmula C = f(D,I,R) enquanto tal, distinção que se salvaguarda invocando o construto da Compressão Revelacional Patológica (CRP), precisamente destinado a impedir a conversão de analogias férteis em suposta confirmação empírica de mecanismos formais. 1. Introdução A neurociência do sono produziu, nas últimas duas décadas, um corpo de evidência convergente sobre o papel ativo do sono na reorganização sináptica do cérebro. Entre as formulações mais influentes está a hipótese de homeostase sináptica (SHY), proposta por Giulio Tononi e Chiara Cirelli, segundo a qual a vigília promove um reforço líquido e generalizado das sinapses corticais, subproduto da aprendizagem contínua e o sono, em particular o sono de ondas lentas, promove uma renormalização descendente (downscaling) aproximadamente proporcional dessas mesmas sinapses, preservando o sinal relativo entre conexões mais fortes e mais fracas e restaurando…








